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25/07/2023

Fratura por estresse: O que é e como acontece!

O termo Fratura por Estresse pode causar um certo estranhamento, pois na maioria das vezes associamos as fraturas a quedas, acidentes e acontecimentos que estão fora do nosso controle. Porém, você sabia que nós mesmos podemos provocá-las? Vamos saber mais sobre isso?

 

FRATURA POR ESTRESSE: O QUE É?

Sempre que pensamos em fraturas, logo associamos a quedas, pancadas bruscas ou até mesmo acidentes. Porém há um tipo de fratura que pode ser provocada pela repetição de movimentos, que com o decorrer do tempo vai fragilizando os ossos até que ocorra a fratura por estresse dessas estruturas.

Esse tipo de fratura acontece gradualmente. As microfraturas ocorrem em decorrência de esforços repetidos sem que seja cumprido o tempo necessário para que o organismo promova a regeneração.

Estes esforços ou movimentos, isoladamente, não são capazes de causar danos, mas se os períodos de descanso forem desproporcionais ao tempo que nosso corpo necessita para se regenerar, os ossos não se consolidam e o risco de fratura por estresse é grande. Se não há a recuperação completa antes de voltar à pratica esportiva, o desgaste passa a se acumular e este desequilíbrio é o que causa a fratura.

Em geral, as articulações e ossos dos membros inferiores são os mais propensos a essas fraturas, pois são os membros que suportam o peso corporal nos exercícios de impacto. Os principais são: diáfise do fêmur, tíbia, calcâneo, fíbula tronco, costelas, sacro, pelve e patela.

 

Podem também ocorrer nos membros superiores, especialmente em atletas que utilizem muito o apoio de peso sobre os braços. Os principais locais são: úmero, escápula, ulna, radio e escafóide.

Tantos as pessoas sedentárias, quanto as que estão habituadas a praticar atividades físicas ou os atletas de alto rendimento estão sujeitos a desenvolver fratura por estresse, uma que que qualquer alteração brusca no ritmo, frequência e intensidade com que realizam suas atividades podem causar essa fadiga óssea e ocasionar a fratura.

 


SINTOMAS

Os sintomas de fratura por estresse são um pouco mais amenos e menos evidentes do que os outros tipos de fratura, mas isso não significa que sejam menos dolorosos ou que não necessitem igual atenção. Por isso fique atento se sentir:

  • Dor que piora com atividade física e melhora com repouso;
  • Inchaço após esforço, sem histórico de trauma;
  • Dor forte à palpação no local afetado
  • Dificuldade de realizar os movimentos e queda de desempenho.


Quando ocorrem, as fraturas podem ser classificadas como de baixo ou alto risco.

As fraturas de baixo risco são as que possuem bom prognóstico de recuperação, e geralmente estão localizadas em zonas de compressão do osso, onde a cicatrização é mais fácil. Já as fraturas de alto risco ocorrem em zonas de tensão dos ossos, o que dificulta os processos de cicatrização e recuperação.

 

PRINCIPAIS CAUSAS DA FRATURA POR ESTRESSE 

A fratura por estresse é causada por vários fatores, e muitas vezes é exatamente a junção deles que proporciona que elas ocorram. Entre esses fatores podemos citar alguns:
 

  • Excesso de peso: o excesso de peso pode ser um agravante quando um indivíduo decide iniciar uma atividade física sem orientação adequada, causando um impacto muito maior do que sua capacidade de regeneração.

  • Alimentação, má nutrição e deficiência de vitamina D: o cuidado com a alimentação é de extrema importância para quem pratica esportes ou atividades físicas. A má nutrição ou a falta de suplementos como a vitamina podem prejudicar bastante os processos regenerativos.

  • Desalinhamentos corporal: quando a carga de peso corporal não é distribuída de forma proporcional algumas partes do corpo podem ser sobrecarregadas, aumentando as chances de fratura por estresse. Joelhos e pés são geralmente as áreas mais sensíveis a esse problema.

  • Calçado esportivo: o uso de sapatos sem o amortecimento adequado também podem levar a uma sobrecarga articular, aumentando os riscos de fraturas por estresse.

  • Treinamento inadequado: se o tipo de treino exceder a sua capacidade de absorção de impacto os riscos de fratura também são grandes. Lembre-se que cada organismo é único e o exercício que serve para uma pessoa pode não ser adequado para outra, por isso a importância de orientação especializada.

Os esportes que mais causam Fraturas por Estresse

  • Corrida;
  • Vôlei;
  • Futebol e futsal;
  • Basquete;
  • Handebol;
  • Tênis;
  • Squash;
  • Rugby e
  • Futebol americano.

 

TRATAMENTOS DISPONÍVEIS

Há vários tipos de tratamentos disponíveis, mas existe uma medida que deve ser adotada imediatamente assim que haja a suspeita de fratura por estresse. O afastamento das atividades de impacto e de qualquer exercício que sobrecarregue a área afetada é o passo mais importante.

O que determinará o tratamento adequado é o grau e a extensão da lesão bem como o local acometido pela fratura. Para cada parte do corpo existem medidas diferentes a serem tomadas, e isso, apenas um médico especialista é capaz de avaliar.

As fraturas de baixo risco não necessitam de intervenção cirúrgica. Para estas medidas como o afastamento das atividades de impacto tendem a ser suficientes para a recuperação, 
uso de órteses e fisioterapia também podem ser colaborar no tratamento. Atividades na água, alongamentos e exercícios de fortalecimento muscular e cardiorrespiratório também podem ser indicados. 

Já nas fraturas de alto risco, a necessidade de cirurgia deve ser avaliada criteriosamente e os níveis de imobilização são mais severos e tendem a se estender por mais tempo. Imobilização total e repouso absoluto são indicados.

  

RECUPERAÇÃO E PREVENÇÃO

A recuperação é lenta e gradual. Em fraturas leves, nas lesões de baixo risco, geralmente ocorrem em torno de 1 a 4 meses. No casos mais graves e cirúrgicos a recuperação total pode levar até mesmo 1 ano.

Por isso as medidas de prevenção são tão importantes, já que podem evitar completamente a fratura por estresse. Adotando medidas simples, você protege seu organismo de possíveis lesões.

Lembre-se de treinar com as cargas adequadas e faça os intervalos corretos entre os treinamentos, isso permite que seus ossos se recuperem das atividades praticadas. Procure sempre melhorar a sua força e flexibilidade, evitando sempre impactos em sequência. Mantenha uma boa alimentação e boa postura corporal. Mantenha seus exames em dia e utilize sempre calçados adequados.

Essas são medidas que estão ao seu alcance, e podem colaborar muito na sua proteção e para o seu melhor desempenho. 
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