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20/07/2023

Dor sacral? Saiba o que é e o que ela pode causar!

Dores nas costas são sempre incômodas, e elas podem surgir por motivos diferentes e em partes diferentes da sua coluna. E um dos motivos é a Dor Sacral! Vamos falar sobre? Ela é uma das mais dolorosas, por isso é preciso estar bem-informado para saber como lidar com ela.

Para entendermos melhor o que é a Dor Sacral, suas causas e consequências, é necessário conhecermos um pouco melhor a nossa anatomia.

Na base da nossa coluna, na região lombar, temos um osso em formato triangular que se chama sacro. Essa estrutura é composta por 5 vértebras, que se consolidam completamente por volta dos 26 anos de idade.

O sacro faz parte da bacia, e está ligado a ela através de um osso chamado ílio. Essa região é chamada de articulação sacroilíaca. Essa articulação é composta por uma cápsula articular fibrosa com que contém líquido sinovial em seu interior, uma superfície cartilaginosa entre os ossos e ligamentos de sustentação.


 

COMO SE DESENVOLVE A DOR SACRAL?

A principal função da articulação sacroilíaca é proporcionar sustentação ao peso do nosso corpo e estabilidade para andarmos. Há também uma série de músculos que auxiliam a proporcionar essa estabilidade e a deambulação, como os músculos dos glúteos por exemplo.

O que é chamado de dor sacral, dor sacro-ilíaca ou sacroielíte é justamente a dor que tem origem em uma inflamação nessa articulação. Há vários fatores que podem desencadear a inflamação e por consequência a dor sacral, entre eles, citaremos alguns:
 

  • Sobrecarga - Quando você sobrecarrega essa articulação, seja em atividades de trabalho ou em práticas esportivas;

  • Obesidade ou sobrepeso – O excesso de peso corporal, pois a sobrecarga que ele causa, incide sobre as articulações;

  • Fatores genéticos – Histórico familiar da doença;

  • Idade – Com o processo de envelhecimento, pode ocorrer um desgaste natural e a degeneração dessas estruturas, o que propicia as inflamações;

  • Doenças prévias associadas - Artrite, a gota, a sarcoidose, o hipertireoidismo, a osteomalácia, a acromegalia, as neoplasias;

  • Gravidez - Além do eventual ganho de peso, durante a gravidez o corpo feminino sofre algumas modificações naturais em decorrência dos processos do parto, como por exemplo a expansão dos ossos pélvicos;

  • Traumas e lesões - Quedas, pancadas também podem ocasionar inflamações e causar a dor sacral.


Os principais acometidos são os atletas, que mantém uma sobrecarga cíclica sobre a região pélvica devido a suas práticas esportivas de longa duração assim como pessoas com sobrepeso e pacientes mais idosos.

 

SINTOMAS MAIS COMUNS

O sintoma mais característico da dor sacral é uma dor marcante na região do quadril. Essa dor pode ser irradiada por toda região lombar, coxas e pernas. Dores na virilha e nos pés também são relatados quando se trata de pacientes que passam muito tempo em pé.

Fique atento também ao aparecimento de dores nas seguintes situações:

 

  • Na piora da posição sentada para a posição em pé;

  • Na flexão do tronco;

  • Que piora subindo escadas;

  • Sensibilidade à palpação na região da articulação sacro-ilíacas;

  • Nas nádegas;

  • Espalhada pela perna do lado afetado;

  • E desconforto nos joelhos;

  • E rigidez na parte inferior da coluna, e

  • Que causa dificuldades para dormir.

 

Com a falta de um diagnóstico preciso e a ausência de tratamento adequado, os sintomas tendem a piorar. Com isso os movimentos podem ser afetados e a marcha pode ser prejudicada provocando um desequilíbrio na distribuição do peso entre as duas pernas.

Se houver outras enfermidades pré-existentes, complicações mais graves podem surgir como deformações na coluna, infecções pulmonares e problemas cardíacos.

 

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Além de uma avaliação médica criteriosa levando em consideração o histórico do paciente e fatores de predisposição, o diagnóstico é feito através dos exames usuais de imagem como raio-x, ressonância nuclear magnética e tomografia computadorizada. Exames como a cintilografia óssea e a biópsia também podem ser solicitados.

Uma vez identificada se a causa é reumatológica ou inflamatória é possível elaborar um plano de tratamento específico, que envolve fisioterapia, exercícios físicos e o uso de medicamentos. Em casos em que o comprimento das pernas sejam discrepante pode ser feito um tratamento de equalização os membros.

Na falha do tratamento clínico inicial, há alguns tratamentos minimamente invasivos que podem ser indicados pelo seu médico como: bloqueio/infiltração química medicamentosa da articulação sacro-ilíaca e rizotomia ou ablação por radiofrequência da articulação sacro-ilíaca.

No entanto, não pode ser excluída a possibilidade de cirurgia quando todas as opções de tratamento falharem.

 

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