"Estamos bem no meio dos eventos olímpicos"

No segundo Congresso Internacional de Medicina Esportiva da Bauerfeind AG, no Rio de Janeiro, acontece o encontro de especialistas e práticos para discutir sobre lesões no esporte e as possibilidades de tratamento. O presidente do congresso, o docente habilitado Dr. Stefan Klima, da Universidade de Leipzig, dá uma visão sobre as primeiras semanas do congresso.

Como os participantes do congresso são agrupados?

A cada semana do congresso temos outros grupos aqui. Os quatro grupos são agrupados de modo bastante internacionalizado. Os participantes vêm da Europa, da América do Norte, da América do Sul, da Ásia e de países como Alemanha, Rússia, Canadá, EUA, Brasil, Cingapura ou Hong Kong. Estão presentes tanto médicos, colegas que atuam em tratamentos cirúrgicos e conservadores e também fisioterapeutas. Além disso, para a última metade do evento, ainda estamos aguardando lojistas da área de saúde e técnicos em calçados ortopédicos. Esta é uma constelação extremamente interessante, porque podemos iluminar e discutir um problema da medicina esportiva sob vários pontos de vista.

Quais são os pontos fortes que apareceram até agora?

Nas primeiras duas semanas, o foco estava em lesões nos joelhos e nos tornozelos, mas também em lesões da coluna vertebral e suas consequências. Discutimos sobre as possibilidades de tratamento e sobre qual seria o momento certo para o afastamento e o retorno de atletas de ponta ao esporte depois de uma lesão. Existem as mais variadas opiniões e experiências de fisioterapeutas a respeito, bem como de ortopedistas cirurgiões e de tratamento conservador.

Quais são os novos reconhecimentos obtidos?

Acredito que para muitos houve novas visões. Por exemplo, quando foram tratadas as possibilidades de cura com injeções específicas de plasma enriquecido ou punções na medula óssea. Vimos muitos casos em que foram tratadas desse modo lesões do menisco, mas também desgastes de articulações puderam ser retardados. Para muitos, isso foi uma novidade. Também as opções de aplicação de vários tipos de ataduras, joelheiras, órteses e meias de compressão foram discutidas calorosamente. Os participantes estavam de comum acordo que aqui a qualidade dos produtos e a sua escolha e aplicação corretas ajudam a determinar o sucesso da terapia.

Da parte de terapeutas e fisioterapeutas esportivos, foram explicados testes e demonstrados na prática. Eles aplicam esses testes para decidir se chegou o momento certo para o atleta retornar aos treinamentos ou para participar de campeonatos. Para alguns médicos, essa demonstração também foi muito bem recebida, e muitos deles certamente irão integrar esses testes nos futuros trabalhos com seus pacientes.

Como o senhor avalia a ABBR como local do evento?

Excelente. Aqui estamos bem próximos do paciente. Quando olhamos para fora da janela, vemos pessoas em reabilitação que entram e saem da clínica. Esta é uma atmosfera de trabalho ideal e não pode ser comparada com salas de reunião de algum hotel, onde, depois de nós, é realizado do mesmo modo um encontro da área de computação ou de seguros.

O que torna o congresso especial para o senhor?

Sem considerar a ABBR como local do evento, naturalmente o fato de que nos encontramos bem no meio dos eventos olímpicos. Deparamo-nos constantemente com atletas e seus assistentes, podemos absorver a atmosfera de modo certo e também discutir entre nós casos de lesões atuais, muitas das quais infelizmente já aconteceram.

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